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25/11/2006


Ingmar Bergman

 

Ernest Ingmar Bergman nasceu em Uppsala, famosa cidade universitária na Suécia, em 14 de Julho de 1918. É dramaturgo e cineasta sueco. Filho de um pastor luterano teve uma puerícia rígida, assinalada por punições psicológicas e corporais, assunto freqüente em seus trabalhos.

Igmar estudou literatura e história da arte na Universidade de Estocolmo, onde o teatro o seduziu, e mais tarde o cinema. Começou a sua carreira em 1941, escrevendo a peça de teatro “Morte de Kasper” e, em 1944, redigiu o primeiro argumento para o longa – metragem “Hets” (“Tormento”), do importante cineasta sueco Alf Sjorberg.

 

“Kris” (“Crise”, 1945), O primeiro filme de Bergman baseado na obra teatral de Leck Fischer, pondera sobre o pessimismo do pós-guerra europeu.

Ao fazer “Fangelse” (“Prisão” 1949), Ingmar inicia uma etapa em que duas questões essenciais convivem: uma de índole filosófica, em torno de teses como a existência de um criador ou do bem e do mal; outra, de gênero sarcástico, centrada nas dificuldades da falta de entendimento entre os homens.

“Sonnaren med Monika” (“Mônica e o Desejo”, 1952) pode ser apreciada como sua primeira obra-prima; estudo romântico sobre o amor adolescente e as suas desilusões. Foi esse filme, por sinal, que despertou o interesse de Woody Allen pelo diretor sueco.

 

Baseado em sua peça “Pintura Sobre Madeira” (1954), “O Sétimo Selo” (“Det Sjunde Inseglet”, 1956), pode ser decodificado como uma a parábola do século XX e da vida na sociedade que ainda vivemos, concebida como mito medieval. O filme ganhou o Prêmio do Júri do Festival de Cannes.

 

Vitorioso do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 1958, “Morangos Silvestres” (“Smultronstaler”, 1957) pesquisa a concepção do fato, do devaneio e da memória para refazer o curso do médico Isak Borg, interpretado perfeitamente por Victor Sjostrom, um mestre do cinema mudo sueco.

Vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro em 1960, “A Fonte da Donzela” (“Jungfrukallan”) relata, em um jogo de penumbra e claridade, uma alegoria sobre crença, transgressão, iniqüidade e perdão. O roteiro de Ulla Isaksson partiu da ária medieval “A Filha de Tore”, que enfoca a Suécia do século 14 com todas as incoerências religiosas da época. 

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Escrito por jairogalvao às 20h43
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